Técnico cogita mudança de Chris Weidman para os meio-pesados

Chris Weidman levava vantagem por pontos quando foi nocauteado – Leandro Bernardes

O nocaute sofrido diante de Ronaldo ‘Jacaré’ no UFC 230, evento realizado no último sábado (3), pode ter sido o último capítulo de Chris Weidman entre os pesos-médios (84 kg). Ray Longo, treinador de striking do ex-campeão da categoria, declarou que seu aluno deve pensar na possibilidade de subir de divisão, para fazer o que seria sua estreia entre os meio-pesados (93 kg).

Em entrevista ao podcast ‘Anik & Florian’, comandado pelo narrador oficial do UFC Jon Anik e pelo ex-lutador Kenny Florian, Longo deu a entender que a capacidade de absorção de golpes de Chris preocupa. O ‘All American’ perdeu quatro de suas últimas cinco lutas no octógono, e todas elas por nocaute ou nocaute técnico.

“Foi difícil de engolir. Eu estava muito confiante, depois de conversar com ele entre o segundo e o terceiro rounds, de que estávamos no caminho da vitória. Essas coisas que te cegam desse jeito são difíceis. Mas, antes de mais nada, tiro o chapéu para ‘Jacaré’. Ele cavou fundo: não iria vencer a decisão e achou uma forma de vencer. Você vai para um lado quando deveria ter ido para o outro, e é o que acontece. O MMA não perdoa”, disse.

“Este é um grande revés, porque, com uma vitória sobre ‘Jacaré’, ele iria ficar bem. Ele já tinha vencido [o próximo desafiante, Kelvin] Gastelum, e acho que sempre seria um ótimo encaixe de estilos para Chris. [O campeão, Robert] Whittaker seria a luta mais difícil, mas acho que Gastelum vai vencer Whittaker, então acho que ele ficaria bem”, analisou.

De acordo com Ray, a hipótese de subir de categoria precisa ser levada a sério, apesar de Weidman não enfrentar problemas para bater os 84 kg de sua atual divisão. O treinador afirmou que um menor processo de desidratação de Chris nos meio-pesados pode aumentar sua capacidade de absorver golpes.

“Agora, ele tem algumas coisas para decidir. Há algumas pessoas mencionando talvez uma mudança para os 93 kg. Eu realmente acho que o corte de peso foi muito bom, mas quem sabe? O cérebro é o último lugar que recebe fluidos quando você reidrata, então, novamente, talvez 93 kg seja um ajuste melhor, porque não vejo isso acontecendo na academia. Nunca. Então, talvez 93 kg possa ser um lugar no qual ele chegue mais forte, mais consistente, todas essas coisas”, cogitou.

Weidman vive o momento mais complicado de sua carreira. Desde maio de 2015, quando defendeu com sucesso pela última vez o cinturão dos médios, o americano só ganhou uma luta, diante de Kelvin Gastelum. E neste combate, o único que não perdeu por nocaute em seus cinco últimos, chegou a levar um knockdown do adversário.

Deixar uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.