Sem Dillashaw, Henry Cejudo e Marlon Moraes trocam farpas sobre possível luta

Henry Cejudo é o atual campeão dos moscas do UFC – Diego Ribas

Henry Cejudo e Marlon Moraes são os dois atletas que serão mais afetados pelo doping de TJ Dillashaw. O campeão dos galos (61 kg) revelou ter falhado em um exame antidopagem e, com isso, terá de abandonar o cinturão da categoria. Mas esta não é a única consequência direta da situação: o campeão peso-mosca (57 kg) vislumbrava a possibilidade de dar uma revanche a TJ depois de nocauteá-lo em janeiro e ‘Magic’ se credenciou a ser o novo desafiante dos galos. Sem o adversário, os dois resolveram trocar farpas entre si.

Em entrevista ao programa ‘Ariel Helwani’s MMA Show’, Marlon minimizou a possibilidade de Henry subir de divisão, defendendo o seu direito de disputar o título. O detentor do cinturão peso-mosca, então, respondeu enumerando seus feitos como atleta profissional, deixando claro que lutar na categoria até 61 kg – a mesma em que começou no UFC – não seria um desafio maior.

“Fui o medalhista de ouro olímpico mais jovem. Sou o campeão mosca do UFC e acabei de nocautear em 32 segundos um usuário de substâncias que melhoram o desempenho. Você acha que eu estou com medo de um ex-campeão do WSOF?”, alfinetou, em referência à organização da qual Moraes era campeão antes de entrar no Ultimate.

Marlon, então, cobrou “humildade” de Cejudo e ironizou a recente investida pública do campeão peso-mosca a Nikki Bella, lutadora da WWE. Henry, que mandou mensagens elogiosas à atleta de lutas simuladas, mas não obteve sucesso, voltou à carga. “Oh, olha o campeão do WSOF agindo como durão agora. Boa, ‘Magic’. Foi Ali (Abdelaziz, empresário de Moraes) quem escreveu essa para você?”, questionou.

A pergunta sarcástica se refere ao hábito que Abdelaziz tem de fazer posts nas contas de Twitter de seus agenciados. Ali já se confundiu em algumas ocasiões e publicou, em sua conta pessoal, mensagens de trash talk que deveriam ser remetidas por lutadores de sua empresa. No caso da discussão de Cejudo e Moraes, uma questão curiosa vem à tona: ambos são empresariados por ele.