Saiba quem são os três amigos de Khabib Nurmagomedov presos pela confusão no UFC 229

Khabib foi contido por seguranças e policiais após agredir córner de McGregor – Diego Ribas

Já havia passado da marca de três minutos do quarto round quando Conor McGregor deu os três tapas no braço de Khabib Nurmagomedov e sacramentou sua segunda derrota no UFC. Depois de desabafar contra o irlandês, ‘Eagle’ se voltou para o córner do rival, apontando para Dillon Danis, lutador do Bellator e um dos instrutores de jiu-jitsu de McGregor. ‘El Jefe’, então, provocou Khabib, chamando-o para a briga com as mãos. O russo atendeu o convite,
venceu o segurança que o acalmava e pulou o cage, partindo com uma voadora para cima de Danis.

Neste momento, entraram em ação os três membros da equipe de Nurmagomedov, que acabaram detidos pela polícia de Nevada como partícipes da confusão. O primeiro a entrar no cage é Abubakar Nurmagomedov, primo de Khabib, que estava no córner do lutador. Ele entrou no octógono, atravessou-o em sua plenitude e, ao tentar pular em direção ao time de Conor, deparou com o irlandês também no topo da grade. Lá, os dois trocaram socos.

Abubakar, inclusive, já chegou a ser contratado pelo UFC — ao menos, foi o que Khabib revelou em janeiro deste ano. Ele estrearia no UFC Belém, em fevereiro, contra Sérgio Moraes, mas, por motivos não revelados, acabou sendo substituído por Tim Means — que perderia o duelo contra o brasileiro. O meio-médio (77 kg) russo permanece vinculado ao PFL, pelo qual luta desde 2015, quando o evento ainda se chamava WSOF. Ele tem 15 vitórias e duas derrotas na carreira.

Depois da troca de agressões entre Abubakar e Conor, adentraram ao cage dois dos três presos na confusão — pela ordem, Zubaira Tukhugov, peso-pena (66 kg) do Ultimate desde 2014, e Esedulla Emiragaev. Ambos vieram da plateia e, por isso, não estavam autorizados a entrar no octógono. Tukhugov, que não luta desde 2016, conquistou três vitórias no UFC e perdeu somente um confronto, para o brasileiro Renato ‘Moicano’, justamente em seu último combate. Ao passar para dentro do cage, o atleta russo foi em direção a Abubakar, que já estava cercado por policiais. Ele, então, virou na direção contrária e deu um soco em Conor, que retribuiu na mesma moeda quase que instantaneamente.

Enquanto McGregor revidava o golpe de Tukhugov, Emiragaev, por trás, agrediu o irlandês. E, enquanto os policiais se voltavam para ele, Abubakar — medalhista de bronze no Mundial de Combat Sambo, em 2014 — novamente foi para cima de Conor, levando alguns socos. Esedulla, também ex-praticante da modalidade, é um dos principais treinadores do Daguestão e um dos responsáveis por revelar Khabib Nurmagomedov.

Por fim, fora do octógono, Rizvan Magomedov, o último a ser preso, invadiu o espaço reservado ao time de McGregor e passou a agredir Dillon Danis. O russo é sócio de Ali Abdelaziz – empresário de Khabib insultado por Conor tanto na coletiva de imprensa em setembro quanto na realizada dois dias antes do UFC 229 – na empresa de gerenciamento de carreiras Dominance MMA. Entre os clientes da agência, estão Frankie Edgar, Renzo Gracie, Cody Garbrandt, Fabrício Werdum e Kelvin Gastelum, além de Khabib, Abubakar e Zubaira.

Em seu Twitter, no qual não postava nada havia um mês, Rizvan não se pronunciou diretamente sobre o episódio, mas republicou a postagem do lutador Al Iaquinta, que acusou Conor de ser covarde. “Irlandês covarde atacou um ônibus com mulheres inocentes dentro. Ele e o seu córner covarde, Dillon Danis, mereceram tudo. Justiça, baby!”, escreveu o peso-leve do Ultimate.

Vale lembrar que os três presos foram liberados após Conor McGregor se negar a prestar queixas contra eles. Desta forma, foi descartada a necessidade de investigação por parte da polícia.

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