No estilo ‘Cachorro Louco’, Glover relata mudanças para vencer Cutelaba: “Vai, ou racha”

Devido à lesão no ombro, Glover Teixeira só realizou uma luta em 2018 – Diego Ribas

Glover Teixeira retorna ao octógono do UFC no próximo dia 19 de janeiro, quando enfrentará Ion Cutelaba no evento agendado para o bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA). Natural da Moldávia, o jovem oponente do brasileiro aplicou nocautes em 11 dos 14 triunfos que já realizou na carreira profissional no MMA. Apesar disso, o lutador mineiro garante que não tentará impor um ritmo lento à luta e irá para o tudo ou nada, no melhor estilo ‘Cachorro Louco’ – em referência ao compatriota Wanderlei Silva, conhecido pela forma explosiva com que luta.

Ex-desafiante ao título dos meio-pesados (93 kg) do Ultimate, Glover tem experiência de sobra com os mais diversos tipos de adversários. Ciente de suas habilidades, em entrevista à reportagem da Ag. Fight, Teixeira garantiu que irá para cima e que não traçará um plano estático de luta, pois se adaptará durante o desenrolar do combate. Deste modo, a previsão é de um bom espetáculo para os fãs.

“Depende muito do que eu verei na luta. Não sou cara de ficar ‘cozinhando’ luta, mas vou usar minha experiência contra a explosão dele. Se for preciso, levo para o chão, se não for, troco porrada também… Depende de como eu vou me sentir na luta, mas não sou um cara que tem esse estilo de planejar, de cozinhar a luta… Ou vai, ou racha, no estilo ‘Cachorro Louco’, Wanderlei Silva”, projetou.

O ano de 2018 não foi dos melhores para Glover. Superado por Corey Anderson em julho, no UFC Hamburgo (ALE), ele teria a oportunidade de se recuperar da derrota no Brasil, onde estava escalado no duelo principal do show em São Paulo, em setembro. No entanto, uma lesão no ombro frustrou seus planos e o retirou do evento. Agora recuperado, Teixeira projeta ser novamente agendado em um ‘main event’ no país, caso confirme a vitória sobre Cutelaba.

“Depois da minha derrota, fiz algumas modificações a respeito da preparação física, mudei meu estilo de preparação física, estou me sentindo bem melhor agora, mais forte, mais tranquilo. Menos insônia… Eu estava me acabando muito nos treinos, mas agora estou treinando de um modo mais inteligente, mais tranquilo, e estou me sentindo melhor. (…) Vou fazer essa luta com tudo. Ganhando essa luta, com certeza seria uma honra lutar em um main event no Brasil contra qualquer outro lutador. Isso faz parte da minha estratégia. Lutar em mais um main event no Brasil, destacou.

Aos 39 anos, Glover viveu o auge no UFC em 2014, quando, após cinco vitórias consecutivas, disputou o cinturão contra Jon Jones. Agora distante da melhor fase e escalado contra um adversário 14 anos mais jovem, o lutador mineiro – que já somou 27 triunfos e sete derrotas ao longo da carreira profissional – terá outro grande desafio pela frente: lutar contra o peso da idade. Até porque Cutelaba, com 14 resultados positivos, três reveses e um combate sem resultado no cartel, vem embalado por dois trunfos seguidos no octógono mais famoso do mundo.

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