Johnny Walker anuncia mudança para Tailândia e revela sociedade em academia

Walker substituiu Ovince St-Preux na luta contra Misha Cirkunov – Diego Ribas

Johnny Walker é um cidadão do mundo. Natural do Rio de Janeiro (RJ), morou alguns anos na Inglaterra e, desde o fim de 2018, adotou a Tailândia como casa. No UFC Fortaleza, no início deste mês, tentou representar o país no octógono, mas acabou impedido por problemas burocráticos. Mas, para enfrentar Misha Cirkunov no UFC 235, neste sábado (2), o carismático meio-pesado (93 kg) garantiu o uso da bandeira tailandesa, já que está de mudança para a nação do sudeste asiático, onde já iniciou um investimento para o futuro.

Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, Walker revelou que iniciou uma sociedade com a academia Chokchai Muay Thai, em Phuket (THA). Ele vai divulgar o empreendimento e ajudar com recursos humanos. O brasileiro explicou que a relação cada vez mais próxima com o país justifica o fato de representá-lo.

“Vou ajudar a promover a academia com o meu nome, vou fazer meus camps lá, levar alguns professores de jiu-jitsu, wrestling… Vou dar um ‘upzinho’ na academia, que é muito grande, tem um ginásio, dá para fazer eventos, então é um investimentozinho”, disse. “A maioria do tempo eu ficaria lá na Tailândia. É um teste que eu vou fazer. Pelo menos uns seis meses eu vou ficar lá. Mas se eu precisar viajar uma ou duas semanas para fazer um camp em outro lugar, com certeza eu vou”, acrescentou.

Embora embasada, a atitude de Walker é incomum. O lutador declarou, entretanto, que não teme uma reação ruim dos torcedores brasileiros. Segundo o fluminense, não se trata de falta de patriotismo, mas de profunda gratidão pela nação que o acolheu.

“Por que (ser) hater? Eu amo o Brasil, sou muito patriota. Só estou representando a Tailândia porque vou abrir uma academia lá, vou treinar lá. Quando eu voltar para o Brasil eu representar o Brasil. Se eu estiver morando nos Estados Unidos, boto a bandeira dos Estados Unidos também. Tem que abraçar quem está me abraçando no momento”, esclareceu.

Mesmo vinculado à Tailândia, Johnny afirmou que não pretende encerrar seu périplo pelas academias do mundo. O meio-pesado revelou à reportagem da Ag. Fight dois outros países nos quais pretende fazer uma temporada de treinamentos.

“Eu sempre busco aprender e aprimorar todas as minhas habilidades. As que eu tenho e as que eu não tenho. Quero aprender. Meu objetivo vai ser sempre estar em um país diferente, em uma cultura diferente, para aprender mais: Sambo, na Rússia, Kung Fu, na China… Coisas que eu não tive oportunidade e quero aprender, para colocar no meu jogo também e estar sempre diferente, sempre imprevisível. E eu represento o mundo todo. Eu sou um ser humano. Sou patriota, mas é paz e amor, gosto de representar todo mundo”, disse o sorridente atleta, que fez no Rio de Janeiro (RJ), em São Paulo (SP) e Curitiba (PR) sua rápida preparação para o duelo contra Cirkunov.

Confira a entrevista completa com Johnny Walker:

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