Gleison ‘Tibau’ compara Golden MMA com UFC e exalta ‘fase free agent’

Brasileiro Gleison ‘Tibauu tem mais de 40 lutas na carreira – Erik Engelhart

Nas últimas 28 vezes em que pisou em um octógono, Gleison ‘Tibau’ atuava pelo UFC. No entanto, a 29ª aparição desde o vínculo firmado com Ultimate em 2006 não foi na maior organização de MMA do mundo. Isso porque, após 12 anos, o brasileiro foi cortado do show e assinou com a ‘Golden MMA’, onde estreou com vitória no último dia 24 de novembro. Após seu debute na nova casa, o veterano comparou as duas empresas.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Tibau analisou o preparo de cada organização. De acordo com o lutador, o que pesa entre as duas ligas é o fato da Golden MMA ser, até pouco tempo, responsável exclusivamente por eventos de boxe. Com isso, a empresa de Oscar De La Hoya, que resolveu se aventurar nas artes marciais mistas, deixa a desejar em alguns detalhes de bastidores com relação ao UFC.

“Depois de década lutando no UFC, minha primeira luta fora agora, na Golden Boy. Para ser sincero, não estranhei muito, porque a estrutura, a organização do evento não deixou a desejar, evento do mesmo patamar. A Golden Boy é uma organização de peso no boxe, fizeram o primeiro evento de MMA. Sei e entendo que os caras não têm tanta experiência no MMA. Algumas partes técnicas, detalhes ali na semana que eles não têm igual ao UFC. Detalhes de bastidores, como perda de peso, montar estrutura no hotel para a gente treinar, é um pouco diferente”, afirmou Gleison, antes de comentar que a estrutura foi o principal diferencial entre os eventos.

“O UFC foi criado como MMA, então eles sabem a necessidade que um atleta de MMA precisa. Mestre para treinar wrestling, jiu-jitsu, perda de peso que a gente faz bastante, os caras do boxe não perdem tanto. Então foi nesse sentido de estrutura [a principal mudança do UFC pra Golden Boy]. Eles têm estrutura de boxe nos bastidores, então único momento que senti diferença foi na última semana, na perda de peso, etc. Mas em questão de coletiva, fotos, vídeos, tudo no mesmo patamar do UFC, só questão de treino mesmo [que ficou abaixo]”, completou o atleta da American Top Team.

Embora tenha tido uma passagem duradoura no UFC, se engana quem pensa que Tibau planeja fazer o mesmo na Golden MMA. O brasileiro deixou bem claro, apesar de não cravar a saída da empresa de Oscar De La Hoya, que está aberto às negociações com outras organizações. A postura se justifica, uma vez que o veterano assinou contrato de apenas uma luta com a liga especializada na realização de shows de boxe.

“Tive 12 anos de contrato com o UFC. Tive uma conversa com meu manager e disse: ‘O evento que me contratar, não quero deixar nada fixo, fechar nada exclusivo, quero fazer por luta’. Com a Golden Boy aconteceu dessa forma, a gente assinou uma luta só porque ninguém sabe o que vai ser do show, se vão dar oportunidade para o MMA, se vão terminar por aqui, ninguém sabe. Mas estou disponível, disponível para qualquer evento, quero agora fazer grandes lutas. Quero pegar bons nomes e boas lutas. Essa luta já era para ter sido com 77 kg, mas o Efrain não topou, então foi 73 kg. Mas desde já, quero deixar aí que estou livre para qualquer evento, o que aparecer estou pegando, se for bom para mim, estou dentro”, revelou Tibau em conversa com a Ag Fight.

O futuro do potiguar no esporte passa pela continuidade ou não da Golden MMA nessa nova área. Aos 35 anos e com um cartel extenso de 48 combates realizados, Tibau não pensa em aposentadoria. De acordo com o veterano brasileiro, seu plano de carreira no momento é somar triunfos e enfrentar grandes nomes, independentemente da organização que represente.

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