Garbrandt revela como superou derrotas que acabaram com sua invencibilidade no MMA

Cody Garbrandt ocupa a segunda posição no ranking dos galos atualmente – Diego Ribas

Ser superado pelo seu maior rival é difícil. Porém, mais complicado ainda é ser duas vezes seguidas derrotado pelo seu maior algoz. No entanto, a situação de Cody Garbrandt consegue ser ainda pior – pelo momento em que vivenciou essa experiência. Invicto e então campeão do UFC, o americano viu seu reinado ser destruído após dois reveses para seu desafeto e atual detentor do cinturão da categoria dos pesos-galos (61 kg): T.J. Dillashaw.

Em entrevista diretamente de Las Vegas (EUA) – sede do UFC 235 -, que contou com a presença da Ag Fight, ‘No Love’, como é conhecido, narrou como superou os dois baques que sofreu na carreira. O ex-campeão revelou que a autoconfiança e o fato de já ter passado por situação semelhante quando era um atleta amador ajudaram ele a dar a volta por cima.

“Honestamente, nesse esporte, todos são muito talentosos, lutamos com os melhores. Em um mundo perfeito, permanecer invicto e se aposentar, mas apenas uma pequena porcentagem atinge isso, como o Mayweather. Para mim, uma derrota na minha vida, vejo como – algumas pessoas encaram uma derrota como o fim do mundo, deixam se abater e afundam cada vez mais. Você não pode deixar a poeira cobrir você, você tem que dar a volta por cima. Não estou ‘ok’ com derrotas, eu odeio perder. Honestamente, não foi minha primeira derrota lutando, antes disso fui derrotado duas vezes em lutas amadoras cinco anos atrás. Fui nocauteado em uma e fiquei tipo: ‘Puta m***. Como vou me tornar profissional se sou nocauteado como amador?’. Foi difícil de digerir, lembro de conversar com a minha mãe: ‘O que vou fazer, focar em outro emprego?’. Mas, não, queria seguir o meu sonho. Todas essas pessoas que desistem quando perdem – não deixei aquilo me cobrir e tomar conta de mim”, relembrou Cody, antes de contar como lidou com as derrotas para T.J.

“Eu acredito em mim mesmo, se tem algo que eu mantive comigo durante toda essa jornada é autoconfiança. É a ferramenta mais poderosa que nós humanos temos, autoconfiança. Sempre acreditei em mim mesmo, independentemente das críticas, dos haters no Instagram dizendo isso e aquilo. Não dei bola para isso, porque eles não pagam minhas contas. Então a derrota para mim, claro que foi duro porque nossas carreiras são divulgadas em todo o mundo. Então é difícil. Quando você é um ninguém, uma derrota é ‘ok’. Mas para mim, tenho que responder a imprensa, tenho patrocinadores, redes sociais. Fiquei um tempo afastado das redes sociais, falei com minha assessoria para darmos um tempo para eu me reencontrar. Foquei em ser um pai, marido e voltar a ter diversão. Para mim isso é uma diversão, já lutei de graça por tanto tempo, me esforcei tanto quando era jovem, não vou deixar as pessoas me abaterem. Estou aqui para dar a volta por cima e escalar até o topo novamente”, completou o lutador da ‘Team Alpha Male’.

Mas, embora aparentemente o americano tenha conseguido dar a volta por cima fora dos octógonos, dentro dele o ex-campeão ainda tem que superar um grande desafio. Afinal de contas, enfrentará o brasileiro Pedro Munhoz, um peso-galo em ascensão que vive o melhor momento de sua carreira. O combate entre os dois fará parte do card principal do evento deste sábado (2).