ESPN adquire direitos de transmissão do UFC por R$ 5,5 bilhões

As preliminares dos cards de pay-per-view serão transmitidas pela ESPN nos EUA – Rigel Salazar

O UFC tem nova casa nos Estados Unidos, seu maior mercado: a ESPN, uma das mais tradicionais emissoras esportivas do mundo, anunciou nesta quarta-feira (23) a aquisição dos direitos de transmissão do Ultimate pelos próximos cinco anos, a começar por 2019.

No início do mês, as duas partes já haviam revelado um acordo para transmissão de alguns eventos e do programa ‘Dana White’s Tuesday Night Contender Series’ por meio da ESPN+, plataforma digital da empresa de telecomunicações.

Agora, a ESPN confirmou que o acerto chega a US$ 1,5 bilhão (o equivalente a cerca de R$ 5,5 bilhões) ao longo dos cinco anos de contrato. Desta forma, a emissora vai transmitir 30 shows do tipo ‘Fight Night’, 10 deles na televisão e os outros 20 por streaming. Além disso, em 2019, vai exibir os cards preliminares de 12 eventos pay-per-view do Ultimate.

O presidente da TV americana, Jimmy Pitaro, afirmou que a “incomparável estrutura multimídia” da ESPN será a “casa perfeita” para a maior organização de MMA do mundo. “Os fãs do UFC são apaixonados e leais. Planejamos oferecer todo o poder da nossa cobertura ao vivo, a nossa narrativa poderosa e uma distribuição inigualável, para atendê-los de uma maneira sem precedentes”, falou.

Dana White, por sua vez, lembrou o clássico slogan da emissora para dizer que o Ultimate agora está “na líder mundial em esportes”. “Todo ano, nos últimos 18, fizemos algo para levar o esporte a outro patamar. E foi o que fizemos com este contrato”, disse.

A Fox, parceira do UFC nos últimos oito anos, investiu recentemente na compra de eventos da WWE, a principal liga de telecatch do mundo, o que pode ter contribuído para a saída do Ultimate de sua grade.

Aos 40 anos de idade, Fabrício Werdum falhou em um exame antidoping pela primeira vez na carreira. Nessa terça-feira (22), o Ultimate revelou que a companhia foi notificada pela USADA (agência americana de controle antidoping) de que o ‘Vai Cavalo’ falhou em um exame antidoping em período fora de combate, em uma amostra colhida no último dia 25 de abril. Relembre outros brasileiros que também tiveram problemas com o doping - Diego Ribas
Quando ainda atuava pelo Pride, Vitor Belfort foi flagrado no exame antidoping. Já no UFC, o brasileiro também teve problemas. O 'Fenômeno' fazia uso de TRT e lutou com elevados níveis de testosterona contra Jon Jones em setembro de 2012. O caso só foi revelado três anos depois - Lais Rechenioti
Lyoto Machida foi suspenso por um ano e meio do octógono em 2016 depois de fazer uso do suplemento 7-Keto -proibido pela USADA. O atleta admitiu o erro, mas garantiu que não sabia da proibição - Lais Rechenioti
Em janeiro de 2015, Anderson Silva voltou a pisar no octógono depois de um ano parado em função da fratura na perna. No entanto, o retorno do 'Spider' foi manchado pela falha em dois exames antidoping após a luta. O atleta alegou o uso de um estimulante sexual - Rigel Salazar
Em 2014, Wanderlei Silva simplesmente se negou a fazer um teste e fugiu da academia que treinava quando viu os agentes da USADA. Posteriormente, o 'Cachorro Louco' admitiu o uso de diuréticos - Erik Engelhart
Cerca de oito meses após ser notificado por falha em um exame antidoping em agosto de 2017, Júnior 'Cigano' foi liberado pela USADA. Agora, o brasileiro enfrentará Blagoi Ivanov no próximo dia 14 de julho - Erik Engelhart
Cris 'Cyborg' foi notificada em dezembro de 2016 sobre uma possível violação de exame antidoping. Cerca de dois meses depois, a brasileira foi isenta e liberada da acusação de doping - Rigel Salazar
Antônio 'Pezão' fazia uso de TRT em uma época em que tal tratamento era permitido. No entanto, os seus níveis de testosterona ficaram muito acima do limite e o atleta foi suspenso por nove meses - Felipe Castello Branco
Gleison Tibau foi afastado do octógono por dois anos em fevereiro de 2016 após falhar em um exame antidoping. A vitória do atleta em cima de Abel Trujillo foi alterada e ele foi desqualificado do combate. O brasileiro voltou aos cages somente em janeiro de 2018 - Diego Ribas
Antes da luta contra o peruano Tony Mendigo, em 2006, Thiago 'Pitbull' foi flagrado pelo uso de diuréticos. O atleta foi suspenso por menos de um ano dos cages - Diego Ribas

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