De olho no cinturão do UFC, Davi Ramos destrincha jogo de Khabib e McGregor

Ramos enfrenta John Gunther no UFC Denver – Reprodução/Instagram

Davi Ramos estará em ação no UFC no próximo sábado (10), quando enfrentará John Gunther no evento agendado para Denver (EUA). No entanto, o lutador carioca garante que o americano será apenas mais um “obstáculo” a ser vencido no caminho, já que o seu foco é o cinturão da categoria dos pesos-leves (70 kg), hoje nas mãos de Khabib Nurmagomedov. E, ao projetar um hipotético duelo com o russo, o brasileiro analisou o jogo do campeão e destacou que se considera superior a ele em diversos aspectos.

Além disso, Davi também destrinchou a maneira com a qual o último rival de Khabib, Conor McGregor, atua no octógono. Especialista no jiu-jitsu e com diversos títulos nacionais e internacionais de luta agarrada, como o do ADCC em 2015, o brasileiro garantiu que o seu jogo de chão é melhor do que o do irlandês. Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, ele também projetou um duelo contra ‘Eagle’ e apontou que sabe o caminho para a vitória sobre os dois astros do UFC.

“Eu tenho um jogo completo melhor do que o dele [Khabib Nurmagomedov]. Ele tem um wrestling muito bom. Eu não tenho o que falar sobre o wrestling dele, mas o grappling dele com certeza não tem como se comparar ao meu. Então eu com certeza me vejo vencendo, porque eu me vejo melhor que ele na parte em pé, apesar de ele ter uma experiência muito grande dentro do MMA. Ele tem muitas lutas. Mas não vejo a parte em pé dele sendo tão boa quanto deveria. E a parte de grappling com certeza não se compara à minha. Então, com certeza, me vejo vencendo essa luta”, contou.

“Se eu fosse lutar com o Conor McGregor, que é excelente na parte do boxe, da trocação, faria o que a estratégia manda, que é colocar a luta para baixo e finalizá-lo, mas se hoje eu lutar com alguém que seja muito bom no chão ou em pé, estou preparado onde a luta se desenrolar. Isso que eu acho que é o diferencial. É continuar a treinar o que sempre treinei, que é grudar e finalizar qualquer oponente da minha categoria”, completou.

Durante a entrevista, Davi também comentou sobre o compatriota Demian Maia, que compartilha da mesma especialidade que ele. O meio-médio (77 kg) teve duas oportunidades como desafiante ao título do Ultimate — em 2017, contra Tyron Woodley, e nos pesos-médios (84 kg), em 2010, contra Anderson Silva —, mas foi derrotado em ambas. E, ao analisar a carreira do colega, Ramos ressaltou que não repetirá o ponto fraco do lutador paulista: a luta em pé.

“Falando do Demian [Maia], ele começou fazendo somente o grappling, depois mudou para fazer somente a trocação e voltar para o grappling, quando ele conseguiu se destacar um pouco mais. Porém, ele chegou em um ponto em que também precisaria estar muito bem preparado na parte em pé para que pudesse fazer o jiu-jitsu dele, que é de excelência, e finalizar, como na luta contra o Tyron Woodley. Acho que ele tardou um pouco nessa trocação dele, mas é um atleta que, para mim, é um dos melhores grapplers, um dos melhores lutadores de jiu-jitsu no UFC”, ressaltou.

Antes de vislumbrar qualquer tipo de ascensão no UFC, no entanto, Davi terá primeiro que derrotar John Gunther. O americano está invicto como profissional de MMA, o que, segundo Ramos, não faz diferença, já que ele diz enxergar o seu próximo oponente apenas como um degrau rumo ao cinturão da organização.

“Apesar de estar invicto, ele [John Gunther ] tem poucas lutas como profissional. Ele lutou bastante no amador antes de ir para o profissional, é um lutador que também tem a sua experiência dentro do MMA, é um wrestler. Acredito eu que ele não irá mudar muito o jogo dele, que é de grudar, fazer o jogo de grappling e me colocar para baixo. Então, eu me vejo superior a ele em todas as formas. (…) Meu objetivo final é chegar no cinturão, então qualquer pessoa que venha lutar comigo, independente de estar vindo de vitória ou derrota, para mim não faz diferença nesse momento”, disse.

“Eu venho me preparando como um todo. Tanto a parte em pé quanto a parte de wrestling e de jiu-jitsu. Estou me sentindo muito bem em todas as áreas. Onde a luta se desenvolver, eu estarei muito bem preparado, mas vejo essa luta se desenrolando no chão e eu o finalizando. (…) É só mais um passo na minha carreira para me ajudar a chegar onde quero, que é no título. Ele, então, é só mais um obstáculo que tenho que superar para chegar onde quero”, concluiu.

Aos 32 anos, Davi Ramos venceu oito dos dez combates que realizou como lutador profissional de MMA. Em 2017, o atleta carioca estreou no UFC com derrota para o compatriota Serginho Moraes, mas, em seguida, conseguiu superar seus outros dois adversários: o americano Chris Gruetzemacher e o alemão Nick Hein.

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