Dana White afirma que UFC é exemplo de igualdade entre homens e mulheres

Ronda foi a atleta que convenceu Dana White a aceitar mulheres no UFC – Diego Ribas

Como principal porta-voz do UFC, Dana White paga até hoje por algumas declarações que deu ao longo de sua passagem na maior organização de artes marciais mistas do mundo. Uma delas foi a de que mulheres jamais lutariam no octógono – o que, obviamente, acabou não sendo cumprido. Desmentido pelo sucesso de Ronda Rousey, o dirigente hoje é um incentivador do MMA feminino. Em entrevista ao site ‘Hashtag Sports’, o cartola afirmou que as atletas do Ultimate têm algo que em muitos outros esportes não é possível: condições iguais de trabalho.

Dana ressaltou que, enquanto outras modalidades fazem adaptações em sua estrutura, como a rede mais baixa do vôlei ou a menor altura das barreiras do atletismo, o UFC coloca as mulheres para lutar nas mesmas condições dos homens – e elas provam que podem competir em alto nível sem qualquer alteração.

“Se você pensar em todos os outros esportes, o que eles falam é: ‘Se mulheres jogarem golfe, elas devem jogar com campos menores’. Há sempre alguma desculpa sobre as mulheres praticarem um esporte. No UFC, é uma condição absolutamente igual. Elas lutam com o mesmo estilo, lutam tudo. E mesmo o pagamento: quando Ronda Rousey estava aqui, ela era a lutadora mais bem paga do UFC”, disse.

White ainda comentou sua antiga declaração negando a presença das mulheres no Ultimate. Ele argumentou que seu posicionamento era retrato de um momento em que nem o MMA masculino era bem recebido pela maior parte do público. O dirigente, então, explicou por que mudou de ideia.

“Porque elas são boas. Porque elas são muito boas. Uma das coisas que você tem de lembrar – eu admito que disse que as mulheres nunca lutariam no octógono –, mas como eu já disse a vocês antes, você tem de lembrar que, naquele momento, eu estava tentando fazer as pessoas aceitarem os homens lutando no octógono. Não era admitido no pay-per-view. Não era admitido na TV”, analisou.

“Vai sempre haver isso. Está mudando rapidamente, mas sempre haverá um lado chauvinista dos homens, de que os homens não querem ver as mulheres sendo jogadas contra a grade e acertadas com cotoveladas, sendo cortadas, coisas assim. Eu também pensei assim. É muito popular agora. A razão pela qual o MMA feminino decolou e é tão grande porque as mulheres são legítimas. Muito boas, muito técnicas é incrível. E fui surpreendido”, concluiu.

O UFC tem atualmente quatro categorias femininas: o peso-palha (52 kg), cuja campeã é Jéssica ‘Bate-Estaca’, o peso-mosca (57 kg), que tem Valentina Shevchenko como detentora do cinturão, e as divisões galo (61 kg) e pena (66 kg), cuja rainha é Amanda Nunes.