Bicampeão, ‘Pitbull’ sonha fazer história e conquistar terceiro cinturão no Bellator

Patrício ‘Pitbull’ conquistou seu segundo cinturão do Bellator – Divulgação/Bellator

Patrício ‘Pitbull’ brilhou no último sábado (11), conquistando o segundo cinturão no Bellator. Ele nocauteou Michael Chandler e garantiu o título peso-leve (70 kg), uma categoria acima daquele que já detinha, nos penas (66 kg). Mas a conquista não freia os planos do potiguar. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o lutador de 31 anos revelou que está “pensando seriamente” em tentar o título peso-galo (61 kg).

Com o novo cinturão, ‘Pitbull’ agora tem três compromissos para lidar: as defesas dos títulos pena e leve, além do GP da categoria até 66 kg, que o Bellator vai organizar no último trimestre deste ano. E Patrício não descartou nenhuma das tarefas. De acordo com o atleta, “dependendo do desafio”, pode colocar em jogo a cinta até 70 kg.

“O que me motiva são os desafios. Se for algo que me interesse, a gente pode pensar em defender os dois”, afirmou. “Meu próximo feito será vencer o GP peso-pena. Quero ganhar esse 1 milhão de dólares extra aí”, declarou. Se conquistar o torneio, ‘Pitbull’ voltará para casa com quase R$ 4 milhões.

Patrício também reforçou uma antiga certeza: a de que é o maior lutador da história do Bellator. Com 17 vitórias na organização, o potiguar afirmou que o triunfo sobre Michael Chandler “foi só a confirmação” do status único que alcançou na liga. Com tantos feitos, o bicampeão não descarta migrar para o UFC um dia, embora ressalte que está satisfeito com o atual emprego. Para conciliar as duas coisas, o ideal para ‘Pitbull’ é um evento cruzado, com detentores de cinturão medindo forças.

“O futuro a deus pertence. Estou muito feliz atualmente no Bellator, temos um contrato muito bacana, sou amigo pessoal do Scott Coker, Mike Kogan, Rick Chou, a galera que promove a organização. Eles não estão me deixando a desejar em nada, nem financeiramente, graças a Deus. Sobre o UFC, pô, quem sabe um dia. Seria muito bom ver dois campeões se enfrentando. O Bellator e o UFC poderiam entrar em negociação agora e fazer isso acontecer”, falou.

O atleta da ‘Pitbull Brothers’ tratou ainda de esfriar a polêmica sobre o nocaute contra Chandler. O americano reclamou da interrupção do árbitro, alegando ainda estar em condição de lutar. De acordo com Patrício, Michael pode reclamar, mas os dirigentes da organização dão razão ao brasileiro.

“Eu conversei com o presidente e com o Mike Kogan, que é o que trata direto comigo, e eles faram que realmente foi nocaute. Eu bati, dei knockdown, ele caiu no chão, eu dei os golpes no solo e por alguns segundos ele desconectou. E foi nocaute, não tem o que falar. Ele reclamou porque ele tem que reclamar. Todo lutador tem isso, quando está sofrendo pancada no chão, que reage e o árbitro interrompe, fala que está bem. Mas qualquer um que entende de luta, que não é leigo, sabe o que está vendo, sabe que o árbitro tem que proteger o atleta. E o árbitro fez isso: viu que ele dormiu, a luta acabou, ele protegeu na mesma hora que Michael Chandler já estava reagindo. E ele tem que reclamar, é o papel dele. Dependendo do que acontecer, a gente pode fazer essa revanche, sem problema nenhum. Se eu lutar com ele dez vezes, vou vencer 11”, encerrou.