‘Bate-Estaca’ analisa estilo de Weili Zhang: “Mais dura do que Rose Namajunas”

A paranaense conquistou o título em maio, no Rio de Janeiro – Gaspar Bruno

Jéssica ‘Bate-Estaca’ é favorita a vencer Weili Zhang em sua primeira defesa de cinturão, que será realizada no dia 31 de agosto, no UFC China. Mas, a julgar pela opinião da própria brasileira, o duelo será muito mais equilibrado do que acreditam as casas de apostas. Em entrevista coletiva realizada na última quarta-feira (31), no Rio de Janeiro, da qual a Ag. Fight participou, a campeã dos pesos-palhas (52 kg) afirmou que a chinesa é uma ameaça maior do que Rose Namajunas, de quem tomou o cinturão.

Ao analisar a sua próxima oponente, Jéssica negou ansiedade por lutar na casa da adversária e explicou como o UFC chegou ao nome de Zhang como desafiante. Segundo ‘Bate-Estaca’, a prova da qualidade de Weili é o fato de que as outras principais lutadoras da categoria recusaram enfrentar a chinesa.

“Eu já sabia que poderia ser uma delas, mas no fundo eu não sabia que seria a Weili Zhang. Eu achei que eles iam colocar a Michelle Waterson, ou qualquer uma das top-5, mas pelo que o Dana falou lá na coletiva, as que eu não lutei têm luta marcada ou se lesionaram. Então só sobrou a sexta do ranking, que era a Weili Zhang. Ninguém queria lutar com ela, eu falei: ‘Manda pra mim, que eu vou'”, disse, bem-humorada.

“Para mim, a Zhang é uma adversária mais dura do que a Rose. A Rose tinha algumas brechas que davam para encaixar o meu jogo. Por mais que ela fosse maior do que eu, tivesse uma envergadura maior, eu na curta fico mais forte, meu golpe encaixa melhor. (…) Acredito que a Weili Zhang seja uma adversária bem mais dura, tanto na trocação quanto na defesa de queda. Ela tem muitas quedas de quadril, não entra de frente, não entra com gancho, entra sempre na grade”, acrescentou.

‘Bate-Estaca’ tem 20 vitórias e seis derrotas como profissional de MMA. Desde que desceu dos galos (61 kg) para os palhas (52 kg), a brasileira ganhou sete confrontos e perdeu apenas um, contra Joanna Jędrzejczyk, em 2017.