Aldo recusa desafio de ‘Moicano’ e se oferece para cobrir eventual buraco em disputa de título

José Aldo reafirmou desejo de lutar no Canadá, em dezembro – Fabio Oberlaender

Sem vencer um combate por dois anos, período em que acumulou duas derrotas para Max Holloway, José Aldo entrou no octógono em julho passado com a obrigação de vencer Jeremy Stephens e provar que ainda tinha lenha para queimar. E o nocaute anotado na etapa inicial pareceu motivar o atleta da Nova União, que já se ofereceu para, caso seja preciso, cobrir uma vaga na próxima disputa de título de sua divisão, a dos pesos-penas (66 kg).

Para isso, no entanto, existem fatores que precisam estar alinhados. Dentre eles, Aldo ser confirmado para o show do dia 8 de dezembro, no Canadá, mesmo card em que o atual campeão Max Holloway defende seu posto diante de Brian Ortega. Depois disso, obviamente, um dos protagonistas da noite precisaria se lesionar para que ele, então, assumisse uma das vagas.

Além disso, o ex-campeão colocou mais um empecilho no cronograma. Por ser o número dois do ranking oficial, atrás apenas de Holloway e Ortega, o brasileiro bateu o pé e prometeu lutar na divisão de cima, mesmo que isso possa atrapalhar um pouco seu processo de corte de peso caso tenha que descer de categoria às pressas para disputar o título.

“A possibilidade é essa. Pena ou leve, mas vou com meu peso, não interfere se luto nos penas ou leves. Se alguém não puder lutar ou ocorrer um acidente, estou pronto. Eu não faço dieta”, afirmou durante entrevista coletiva nesta terça-feira (11), relembrando que Holloway não enfrentou Ortega no mês de julho após ser vetado pelo médicos na semana da luta.

Dessa forma, caso o confronto permaneça, Aldo, então, priorizaria subir para os leves: “Aí eu estaria me testando no leve, era a minha intenção desde antes. Já tinha a intenção de lutar nesse card e no peso leve”.

Caso esse cronograma seja confirmado pelo UFC, o brasileiro Renato ‘Moicano’ ficaria de lado. Quarto colocado no ranking dos penas, o atleta desafiou Aldo para uma disputa que seria uma espécie de semifinal. Ao vencedor, portanto, restaria o direito de lutar pelo título na temporada 2019.

“[O Moicano] é um atleta normal, vem de uma crescente, está querendo pedir luta como outros que querem subir na categoria”, minimizou.

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