Antigo rival, Michael Bisping recomenda aposentadoria a Anderson Silva

Anderson Silva machucou o joelho e perdeu para Cannonier – Leandro Bernardes

Anderson Silva tem 44 anos e metade deles foram dedicados à carreira de lutador profissional de MMA. No último sábado (11), contra Jared Cannonier, ele fez o seu 45º combate, que terminou de maneira anticlimax: o ‘Spider’ sentiu uma lesão no joelho e foi obrigado a abandonar a disputa, sofrendo assim a sexta derrota nos últimos oito compromissos. A inusitada situação foi alvo de uma análise de Michael Bisping, comentarista da emissora americana ‘ESPN’ e ex-rival do brasileiro no octógono. De acordo com ‘The Count’, chegou a hora da aposentadoria do brasileiro.

Bisping destacou o fato de que a insistente extensão da carreira do ‘Spider’ gera questionamentos por parte de fãs e analistas de MMA. Presente no UFC desde 2006, Anderson foi campeão por sete anos, mas, depois de perder o título para Chris Weidman, em 2013, ele adicionou apenas uma vitória em seu cartel. Segundo Michael, estes são motivos suficientes para que o brasileiro dê adeus ao octógono – embora Silva não pense da mesma maneira.

“Anderson Silva é uma verdadeira lenda do esporte. Ele deu muito, foi campeão por muito tempo, mas ele tem 44 anos. Muitas pessoas se perguntaram: ‘Por que ele ainda está lutando?’ Acho que, nesta noite, embora ele tenha parecido ok, a luta obviamente acabou. Ele recebeu um chute por dentro e acho que estourou o seu ligamento cruzado anterior. Não acho que veremos Anderson Silva lutar novamente. Ele certamente não precisa disso. O tempo de ser pai já o alcançou. Com o maior respeito, Anderson Silva precisa se aposentar. Ele já deu muito a este esporte, e não precisa dar mais. Aproveite a aposentadoria”, disse, durante a transmissão pós-show do canal americano.

A única vitória que consta no cartel do brasileiro desde 2013, inclusive, foi bastante controversa. Em um duelo morno contra Derek Brunson, Anderson venceu por decisão unânime. Neste período, há momentos de destaque, como o golpe que abalou Daniel Cormier no UFC 200 ou a boa atuação diante de Israel Adesanya em fevereiro, mas o brilho efêmero não impediu os constantes reveses.